Bebidas, muitos homens barbudos e corpulentos, vestidos de preto e fazendo cara feia; algumas poucas moças escondidas atrás de maquiagem gótica pesada, e muito, muito rock'n'roll. Toda a propriedade, que mais parece o jardim de alguém, é rodeado por um muro branco adornado com labaredas rubras exuberantes, e o símbolo do clube, que é uma caveira trajando todos os adereços de um motoqueiro durão, está espalhado por todo o local em posteres tamanho real, nas mais variadas posições e situações. “Hells Angels MC- AM”, dizem os letreiros. Os menus tem apenas 7 opções: começam com “Água- 2 reais” e termina com “Vodka Red Label- 15 reais”. Só. E, claro, Óxido Nitroso é vendido em balões para que os interessados possam tragar e ter 10 segundos de sedação. E no meio disso tudo, eu. Blusa England verde, calças jeans azuis escuras e, para coroar, Nike Shox brancos nos pés. Oras, às vezes eu me perguntava, como diabos eu vim aparatar aqui?!
Simples, na verdade: meus brothers, Marcello e Giorgio, me obrigaram tacitamente. Eu cedi, e próxima coisa que sei, estou olhando para um segurança quase saído de um filme trash americano: careca, barriga e braços enormes, utilizando jaquetão de couro, calças de couro e botas. E eu estou lhe passando 5 reais, para poder adentrar no recinto. Hells Angels é um clube de motociclistas originário nos EUA, e com este subsidiário aqui em Manaus. Um reduto para os quarentões com vontade de se livrar das mais variadas amarras sociais, por meio da “terapia libertadora do vento no rosto de uma motocicleta em alta velocidade”.
Eu entro, e com o passar do tempo meus olhos vão se acostumando com o ambiente. Fora o clip de alguma banda de metal que envolvia strip tease sendo exibido no telão do local (que em pouco tempo é trocado à pedido de algumas das senhoritas,e substituído por um deveras simpático show do ZZ Top), eu percebo que o lugar nem é tão hardcore: alguns jovens estão de camisa pólo, e quase todos se distraem com sinuca, alguns jogam poker, dominó, xadrez e coisas afim. Outros sentam-se ao redor de rústicas mesas de pedra, bebendo coca-cola (sim, coca-cola) ou Red Label, jogando conversa fora. Felizmente, nenhum dos presentes tem caráter expansivo ou violento, então são todos muito simpáticos de maneira geral. Um, inclusive, teve a delicadeza de oferecer um saquinho de cocaína para o meu amigo Marcello, e nunca antes viu a Lua tamanha generosidade.
Sabem o pior? Eu gostei do lugar.
Alguns de nós precisam figurar atrás de caveiras mal-encaradas e da sempre intrigante cor preta para se sentirem seguros. Precisam utilizar adereços de metal, como correntes e pontas (piercings,alargadores de orelha, brincos, ARGOLAS DENTRO DE ALARGADORES DE ORELHA) e podem ser completamente contrários à política das caras-sorridentes. Mas isso não diz absolutamente nada sobre a pessoa, se você inquirir o montante. Roupas intimidadoras e diferentes são a melhor maneira de chamar o tipo de amigo pelo qual você se interessa até você. O mais interessante é que, após o momento inicial lá dentro, você percebe que ninguém está te encarando. Pelo contrário, às vezes alguém esbarra no seu ombro, mas foi só um acidente: logo a pessoa se vira e pede desculpas (sou testemunha!). Sabem o que eu quero dizer? Lá, eu me senti tranquilo, confortável. A noite estava mansa, e o lugar todo é espaçoso. Muito melhor que adentrar num covil de jovens moderninhos desses que fazem tanto sucesso nas noitadas de Manaus; lá é que é a terra da gente bonita e bem vestida, mas realmente não exatamente o meu. Não. Estou planejando voltar no Hells Angels semana que vêm, que é onde as probabilidades de eu ser esfaqueado nas costas ou virar alvo de intriguinhas adolescentes é menor.
E quem sabe eu não compro uma Harley-Davidson e me junto ao clube? Pelo menos, não vou mais começar a suar sempre que tiver de fazer uma baliza!
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
domingo, 25 de julho de 2010
Pseudo-Intelectualidade: Não Faz Sentido
Então, eu muito tenho ouvido falar desse tal Felipe Neto. Recentemente eu descobri então que eu JÁ o conhecia: era aquele maluco escrachado do vídeo falando a verdade (ou algumas das delas) sobre Crepúsculo que eu tinha visto um tempo atrás. O nome do web show dele é “Não Faz Sentido”, e ele se propõe a expor o ponto de vista dele para quem quiser ouvir. O problema dele é simples: ele é um otário.
Bem, a primeira vez que eu vi o vídeo que ele fez sobre Crepúsculo, eu tenho que admitir que ele falou exatamente o que eu pensava. Nada demais, só mais alguém que entendeu como aquela porcaria toda começou. Bem, esse é o problema, na verdade. Ele fez um vídeo de 10 minutos, se esforçando ao máximo para tirar graça utilizando piadinhas infames bem ao estilo “aquele-seu-amigo-chato-que-quer-taaaanto-ser-engraçado”, e conseguiu 23 milhões de views no Youtube, o que é uma marca considerável. Eu cheguei às mesmas conclusões enquanto pegava o 125 pra chegar na faculdade, no meio naquela bomba de carne que é um ônibus lotado. (Você nunca sabe quando ele vai finalmente ceder à pressão interna e explodir 100 pessoas pelos ares!)
Olha, é chato criticar o cara. Ele fala as coisas até certinho. Exceto no vídeo sobre Fiukar, que parece ter sido feito de qualquer jeito depois que ele viu o sucesso que foi o vídeo sobre Crepúsculo. Isso é óbvio; notem como ele passa os 30% finais do vídeo pedindo ele mesmo votos para o VMB, que ele foi indicado; isso num vídeo de 7 minutos, consideravelmente menos que o anterior. Mas deixem o cara, ele acha que conheceu o sucesso. O problema nem é esse; ele infelizmente deixou claro que é propenso a falar merda.
Senhor Felipe Neto, aqui vai a minha opinião própria sobre os astros que dizem amar seus fãs: é claro que eles podem amar! Lógico! O sonho de um artista é ver sua arte ser compreendida e enaltecida. Oras, se isso acontece de fato, e de repente o artista se vê cercado de todo tipo de admiradores, lógico que ele vai amá-los! E ele pode falar tal coisa com todo o coração, se ele for um verdadeiro artista, e não estiver atrás de dinheiro. Eu gostaria então de pedir que o senhor abrisse um pouco mais a sua percepção do que é amor, e entendesse que existem tantas e variadas formas de amar que não se é possível abordá-las todas num blog. Um artista naturalmente ama aqueles que o enxergaram no meio da insignificância do cotidiano, como um homem à se afogar ama aquele que lhe estendeu a mão e o puxou do sofrimento da água. Ah, e aquele seu exemplo do garoto que é fotografado na escola é simplesmente patético, e o pior, é um sofisma: não se trata da apreciação das qualidades de alguém, mas de puro stalking: perseguição, o que é crime e é assustador. E oras, o senhor mesmo termina o vídeo pedindo votos. O que o senhor fez, senhor Felipe Melo, foi pedir a atenção de seus fãs como o faz qualquer outro artista, só que de uma maneira diferente. Nem eles, nem o senhor estão errados ao fazê-lo. E eu não digo isso como um jovem iludido e acéfalo, eu digo isso como alguém que procura ver o outro lado da moeda. Ah, e alguém que não tem nada a ganhar pela maneira que tem de ver as coisas, como outros tipos de pessoas, que têm indicações no VMB e tudo... Digo, eles PRECISAM abrir a boca, não? Se não, eles caem no esquecimento.
Mas eu admito que a culpa desse rapaz não está realmente nele. Tudo o que ele faz é trazer à mesa uma opinião que não é COMPLETAMENTE idiota; é apenas mediana. O problema é que a adolescência moderna, sinto dizer isso, é idiota. Tem uma mentalidade obtusa. É incapaz de formar opiniões. Porque ela NÃO LÊ. A cabeça do jovem moderno é uma cabeça de rádio. É uma cabeça de televisão. Jovens são tão influenciáveis quanto, oras, cachorros adestrados. E não leva um gênio para sacar isso; leva apenas alguém com desprezo o suficiente pelo sistema. Alguém como o Felipe Neto, como eu, como tantos outros! Agora, isso nos leva à uma outra questão: eu disse que a juventude não sabe das coisas porque não lê: percebam agora como o show, de sucesso, do Felipe Melo é em formato de vídeo. Estão vendo a sacada? O que ele faz é tentar parecer sagaz e original, quando tudo o que ele fala é na verdade conteúdo batido, só que previamente escrito. O sucesso dele é a PREGUIÇA da juventude moderna!
Talvez eu deixe de escrever, e comece a fazer vídeos, como ele. Sabe, para ver se fico popularzinho.
Nãão, péssima ideia. Vai que o sucesso me sobe a cabeça, e eu paro de pensar, e começo a ser mais um jovem babaca. Desses que fazem vídeos no quarto de empregada da casa,que já é meio escuro, e ainda por cima usando óculos escuros tipo moscão. Deus me livre.
terça-feira, 6 de julho de 2010
Da prateleira bélica
http://www.youtube.com/watch?v=uSMlIM9zLio
Você pode viver o bastante para ver tudo o que há para ser visto. Um amanhecer aquarelado, daqueles que derramam o laranja mais vivo e eletrizante que tecnologia alguma jamais conseguirá reproduzir, quando o sol exerce soberano e altruísta sua doação mais inconsequente. Você pode conseguir presenciar o momento simplesmente exato de uma noite em que o raio dos raios corta toda a criação numa batida de coração, suas veredas se esbanjando em todas as direções e iluminando todos os sorrisos e lágrimas do mundo, para então se enraizar funda e dramaticamente no solo, o que vem a ser precisamente o lembrete de que necessitamos de que Deus ainda caminha entre nós, e está em cada vitória e em cada superação. E quem sabe você um dia poderá ser o dono de palavras que mudarão o mundo, palavras que viajarão através dos únicos continentes inóspitos entre si, quiçá inimigos um com o outro, que são as mentes humanas.
Nada disso, entretanto, se compara, mesmo que de perto, à profusão violenta de sentimentos que estouram no peito de uma pessoa que vê seu ente querido, tão querido, adentrar na sala pela porta da frente, inda de macacão camuflado; um estranho em seu próprio lar, deslocado do que é certo e justo. Um abraço, um beijo, você voltou. E pouco do que você verá será tão belo e impactante, rápido e decisivo, emocionante e surpreendente quanto a face de um filho em metamorfose quando do momento único que é a volta de um pai das entranhas da morte. Quando sua face se contorce em expressões esticadas e se esparrama conformada no rosto, para culminar então, sempre, numa perfeita gravura do que deve ser a piedade divina; o choque, a confusão, o entendimento; são sentimentos e expressões serenadas na pele.
domingo, 4 de julho de 2010
Melhores que a gente
Digo, eu nem sou um torcedor alucinado. Nem bebo Brahma nem sou chegado em Nike. Não sou peladeiro compulsivo, e da última vez que joguei futebol na quadra aqui do condomínio, bastaram 30 min para deixar duas grandes bolhas em ambos os dedões; olha mãe, tenho pés-de-moça. Mas ainda assim, eu curto futebol. E ver a seleção brasileira ser eliminada foi bem desagradável.
Não sou chegado a torcer para timecos; Flamengo, Vasco, tanto faz; o que me interessa é o panorama mundial. E a Copa do Mundo é muito do meu interesse. E presenciar o nosso time ser derrotado por um time como a Holanda é... incômodo. Vamos lá, nem a Holanda acreditava que ia ganhar. E de fato, o Brasil fez muito mais gols que ela durante o jogo. 3, para ser exato. Pena que um foi invalidado e outro foi contra; detalhes, detalhes. Ainda assim, não foi a derrota que me entristeceu, afinal a derrota faz tanto parte do jogo quanto a vitória. O revoltante foram os tais termos da derrota.
Mas todos já diziam que o Brasil ia perder. Todo mundo criticava a seleção do sr. Dunga. Não importa que todos tenham vibrado com os gols do Brasil, que todos tenham comemorado suas vitórias; não, agora sobramos nós com pedras nas mãos. Todos querem um Judas. Dunga, por causa da escalação, Felipe Melo, porque de alguma forma todos profetizavam que ele ia se esquentar em algum jogo e fazer besteira, as estrelas do time (Robinho, Kaká, Luís Fabiano), por causa de suas atuações medíocres, Mick Jagger, porque sua torcida invariavelmente leva o time alvo à ser destruído, Elano, porque não aguenta entrada dura de negão, Maradona, eu, a cor das paredes do estádio, James Cameron. Sei lá, vai ver foi o conjunto.
Olha, o Dunga infelizmente não estava preparado para uma situação de pressão como essa. Quando a Holanda passou na frente, ele simplesmente não sabia o que fazer. Os jogadores, foram ineficientes. Estávamos sem nenhuma ponta de lança qualificada. Mas vejam bem, foi o conjunto. Não há dizer que um fator apenas foi o suficiente.
Não me prolongarei hoje. Apenas gostaria de dizer que destruir o ex-técnico Dunga por causa dessa derrota é ridículo; ele, pelo contrário, fez muito bem tudo o que estava ao seu alcance. Desprendam-se da influência esmagadora da Globo e percebam que a culpa não é dele, mas dos que lá o botaram, como quem se utiliza de peneiras para se livrar do sol, e que não tiveram a iniciativa de retirá-lo quando o tempo era necessário. E gostaria de dizer também que castigar jogadores é desnecessário; a derrota de fato não foi nossa, mas pesa nas costas deles.
Resta esse time dar as mãos à Virgílio, a viagem é longa.
Uma piada infame: Agora temos 1 Dunga, 11 Sonecas e 190 milhões de zangados.
quarta-feira, 23 de junho de 2010
First of all, I'm the boss
Todo mundo tem um ídolo. Uma pessoa em quem se espelhar. Somos atraídos por esses indivíduos de projeção abrangente; rostos na TV, vozes na rádio, fotos nas revistas. Além da imediata simpatia com que encaramos a pessoa, surge o interesse de conhecer a sua vida, assimilar seu talento, entender o por quê da projeção. Personalidade, este é o centro da questão. Personalidade é aquela aura que emitem os seres humanos, e podem servir tanto para aproximação quanto para afastamento. E é essa personalidade pulsante que nos faz orbitar ao redor de suas batalhas e de suas conquistas. Nos interessamos pelos seus problemas. É uma necessidade que temos a de abstrair as nossas próprias vivências, os nossos próprios interesses, noutra pessoa. Palavra: Influência. Às vezes, essa ligação pode provocar profundas mudanças no recém-proclamado fã. Eu sei disso, oras. Muitos devem saber, eu sou um fã inveterado, aficcionado e devotado do sr. Marshall Mathers, aka. Eminem.
Eminem é o cara. He's the boss. Um cara mal-acabado, azarado, chutado de todas as direções, traído, desestimulado, que conquistou o rap. Como carne de cachalote, ele só precisou de uma pequena combustão inicial, e desde então fornece o óleo do próprio corpo para manter acesa a chama que o impulsiona para frente. E quando eu digo óleo do corpo, eu estou sendo praticamente acurado: é a sua eterna desgraça pessoal que traz a sua fama; como um contrato com o Diabo, ele só pode ter uma das duas coisas, mas ele estará sempre fadado à infelicidade.
Desde sempre, o que o rapper nos oferece é uma demonstração de genialidade enviesada; Eminem dissemina o ódio. O ódio em suas variadas formas, desde a simples (porém não menos eficiente) ironia, até os ataques diretos, recheados com a energia verbal que só ele consegue imputar em suas músicas. Ele não tem amor próprio quando se trata de destruir o próximo; o seu circulo de confiança é próximo da inexistência, e o seu respeito pelo que é alheio é como o dia 31 de fevereiro.
O mundo tratou com descaso o rapper, e o rapper paga com descaso pelo mundo. É um sentimento natural, chega a ser vulgar de tão simples. Mas é daí que nasce aquele tipo de genialidade disforme, imprópria, que eu tanto admiro. O Eminem é a desculpa que eu tenho para detestar tudo o que me detesta.
E recentemente, o rapper voltou da 'aposentadoria; . Com mais problemas do que nunca; o que é morbidamente normal. Drogas lícitas, perdas intragáveis, o Eminem anda com a vida fora dos eixos. Suas responsabilidades estão de pernas para o ar, e ele se sente culpado por tudo o que vêm acontecendo. Ele é extremamente inseguro, então os seus últimos álbuns refletem o que há de mais puro nele: são projetos artísticos desconexos, o primeiro sendo meio sem rumo, uma tentativa do rapaz de aliviar suas frustrações por meio de todo tipo de patologia conhecida pelo homem, enquanto o segundo já oferece uma decisão sólida do que ele quer perseguir.
O primeiro, Relapse, não foi tão bem recebido pela crítica. Bruto em excesso, e sem motivos, com produção fraca. Já o Recovery, que foi lançado esta segunda feira, dia 21 de Junho, tem uma produção que, embora passível de críticas, é indubtavelmente mais elaborada, e tem um Eminem que cospe seus versos de maneira voraz e astuciosa, mirando alto e tentando sair da cova em que esteve nos últimos anos. Como ainda não está de todo inteiro, o rapper ainda está meio distante do que era em seus anos áureos, representados pelos seus 4 álbuns iniciais.
A verdade é que estamos em 2010, e ele já tem 11 anos de carreira; mais do que 99% dos rappers por aí (todos, eu poderia dizer, fora o sr. Jay-Z). Não seria errado dizer, também, que o motivo pelo qual ele não tem recebido tanto crédito é que os críticos, e os fãs, não querem mais saber dele. Eminem tem 37 anos, já é pai de família e tem responsabilidades adultas. Ele não é mais tão magnético para os jovens, que só querem saber de sair para festas e, por que não, putaria.
Mas eu continuo aqui. Assistindo o desenrolar da vida de um grande homem. Eu anoto todas as lições de ódio que ele dá. Eu tento imitar o jeito dele de andar. Porque no final das contas, não tem nada que eu ache mais soberbo do que a luta de alguém contra, oras, si mesmo.
quinta-feira, 10 de junho de 2010
Hodiernamente, Direito Internacional Público
Estive estudando. Amanhã tem prova de Direito Internacional Público, e é bastante coisa para rever.
Já contei para vocês que o meu professor de DIP lançou um livro? Anham, ele lançou. Pela Valer, aquela livraria/editora que tem ali no Centro. Eu vou agora redigir-lhes um texto sobre relativo às minhas últimas experiências na faculdade , e inclusive vou utilizar o dialeto que o meu professor utiliza no livro dele, que ele jura ser o bom português.
Hodiernamente, eu curso Direito,na Universidade Federal do Amazonas, a UFAM. Vêm a ser um dos cursos mas conceituados da faculdade, a Universidade Federal do Amazonas, a UFAM (Não que isso valha muita coisa). Eu tenho cincos matéria, na Universidade Federal do Amazonas, a UFAM. Isto se acontece-se por causa do Princípio das Cinco Matérias da UFAM, e para o compreendê-lo, é necessário levar em conta a origem do aluno originário da faculdade de origem; em suma, hodiernamente, o bom discente tem uma grade de matérias que tome apenas razoavelmente o seu tempo, para que ele possa estudar. Isto é o dogma do Princípio das Cinco Matérias da UFAM, e faz parte do Jus Cogen, que é a reunião de princípios consagrados da Faculdade.
Dentre estas cinco matérias, está o Direito Internacional Público. Hodiernamente, infelizmente, eu não gosto muito do professor de Direito Internacional Público, porque o professor de Direito Internacional Público me passa a impressão de que pouco sabe da sua matéria; Direito Internacional Público. Uma pena, porque o Direito Internacional Público é de fato uma matéria muitos interessantes. Agora, o motivo do meu desinteresse se pode-se ser conceituado-se com os quatros seguintes princípio:
1) Princípio do Professor Canastrão: Um cara formado em Direito pela Faculdade de Maringá (?), com Mestrado em Direito Civil e Doutorado em Direito Constitucional em outras faculdades cujo nome eu nems lembro mas, ele escreveu, hodiernamente, um livro sobre Direito Internacional Público, e na sua foto de contra-capa, está diantes de um montes de livros de Direito Penal. Como você pode ver, ao invés de saber muito de uma coisa, ele conseguiu ficar sem saber nada de tudo.
2) Princípio do Livro Obrigatório Ridículo: O bendito livro por ele escrito, adivinhem, é o livro que ele quer que nós leiamos. Ei de sintetizá-lo para vós numa singela equação:
(Plágio/Resumo do livro de H. Accioly)³ + (Erros de português)² = Livro
Eu tenho o livro do Accioly, e é muito bom. Me faz gostar da matéria. Mas eu sou obrigado à ler a versão 'Barba Ruiva'. Isso me deixa impossivelmente triste.
3) Princípio da Aula Chata: Como não poderia não deixar de não ser, ele dá uma aula hodiernamente chata, que vai contra as regras do tempo e espaço; 5 minutos = 5 horas.
Sério gente, não escrevo para desmerecer ninguém. Mas Ninguém, numa atitude egoísta, pode ter prejudicado seriamente a turma; sei que eu me sinto muito prejudicado. Então aqui fica a minha crítica.
Já contei para vocês que o meu professor de DIP lançou um livro? Anham, ele lançou. Pela Valer, aquela livraria/editora que tem ali no Centro. Eu vou agora redigir-lhes um texto sobre relativo às minhas últimas experiências na faculdade , e inclusive vou utilizar o dialeto que o meu professor utiliza no livro dele, que ele jura ser o bom português.
Hodiernamente, eu curso Direito,na Universidade Federal do Amazonas, a UFAM. Vêm a ser um dos cursos mas conceituados da faculdade, a Universidade Federal do Amazonas, a UFAM (Não que isso valha muita coisa). Eu tenho cincos matéria, na Universidade Federal do Amazonas, a UFAM. Isto se acontece-se por causa do Princípio das Cinco Matérias da UFAM, e para o compreendê-lo, é necessário levar em conta a origem do aluno originário da faculdade de origem; em suma, hodiernamente, o bom discente tem uma grade de matérias que tome apenas razoavelmente o seu tempo, para que ele possa estudar. Isto é o dogma do Princípio das Cinco Matérias da UFAM, e faz parte do Jus Cogen, que é a reunião de princípios consagrados da Faculdade.
Dentre estas cinco matérias, está o Direito Internacional Público. Hodiernamente, infelizmente, eu não gosto muito do professor de Direito Internacional Público, porque o professor de Direito Internacional Público me passa a impressão de que pouco sabe da sua matéria; Direito Internacional Público. Uma pena, porque o Direito Internacional Público é de fato uma matéria muitos interessantes. Agora, o motivo do meu desinteresse se pode-se ser conceituado-se com os quatros seguintes princípio:
1) Princípio do Professor Canastrão: Um cara formado em Direito pela Faculdade de Maringá (?), com Mestrado em Direito Civil e Doutorado em Direito Constitucional em outras faculdades cujo nome eu nems lembro mas, ele escreveu, hodiernamente, um livro sobre Direito Internacional Público, e na sua foto de contra-capa, está diantes de um montes de livros de Direito Penal. Como você pode ver, ao invés de saber muito de uma coisa, ele conseguiu ficar sem saber nada de tudo.
2) Princípio do Livro Obrigatório Ridículo: O bendito livro por ele escrito, adivinhem, é o livro que ele quer que nós leiamos. Ei de sintetizá-lo para vós numa singela equação:
(Plágio/Resumo do livro de H. Accioly)³ + (Erros de português)² = Livro
Eu tenho o livro do Accioly, e é muito bom. Me faz gostar da matéria. Mas eu sou obrigado à ler a versão 'Barba Ruiva'. Isso me deixa impossivelmente triste.
3) Princípio da Aula Chata: Como não poderia não deixar de não ser, ele dá uma aula hodiernamente chata, que vai contra as regras do tempo e espaço; 5 minutos = 5 horas.
Sério gente, não escrevo para desmerecer ninguém. Mas Ninguém, numa atitude egoísta, pode ter prejudicado seriamente a turma; sei que eu me sinto muito prejudicado. Então aqui fica a minha crítica.
À propósito: Hodiernamente, Pact Sunt Servanda
quinta-feira, 3 de junho de 2010
Príncipe do Nada: Areias de Merda
AVISO: SPOILERS GRAVÍSSIMOS, GROTESCOS E ABSURDOS SOBRE O FILME PRÍNCIPE DA PÉRSIA. NÃO LEIA SE VOCÊ AINDA DESEJA ASSISTÍ-LO NO CINEMA!
Prince of Persia era um jogo e tanto. Correr nas paredes e parkour em geral, mil e uma maneiras diferentes de se matar os inimigos, lugares mitológicos, personagens entrosados e estórias descoladas, o jogo tinha tudo para apaixonar os jogadores de Playstation 2. E agora, depois de anos de promessas e anos em produção, temos o resultado.
É uma tendência a infantilização do nosso cinema, isso é fato. Não temos mais mentes interessadas no chocante e no brilhante, temos vontade de comer pipoca. Razão disso é, oras, quando foi a última vez que você saiu do cinema sem entender plenamente o que assistiu? E ainda assim, sem se dar ao trabalho de tentar entender,e auferir o significado subjacente da obra? Ninguém faz isso, não mais. Até porque não há demanda. Mas oras, isso não é desculpa para esse retardamento com o qual me deparo num filme tipo Príncipe da Persia: Areias do Tempo.
Fui assistí-lo na pré-estréia, claro, como qualquer fã que se preze. O filme é sobre um, duh, Príncipe Persa que encontra uma adaga mágica, que por sua vez se utiliza das tais areias do tempo para proporcionar ao seu portador um breve retrocesso no tempo; artefato muito cobiçado pelo conselheiro do rei. Esta é a história do filme que tem em comum com a do jogo; as alterações do filme são que agora o príncipe tem 3 irmãos, o conselheiro é seu próprio tio, e uma série de personagens secundários infundados são acrescentados. Ah, e no jogo o príncipe não tem nome,já no filme ele foi insipidamente nomeado Dastan, o tipo de nome que me dá vontade de cospir. E o objetivo do vilão no filme é bobo: ele quer reunir a adaga à outra parte do instrumento concedido pelos deuses persas (já que a adaga e essa outra parte formam um instrumento só), uma ampulheta gigantesca cheia dessas areias, o que teoricamente poderia alimentar a adaga tempo o suficiente para que ele voltasse o tempo até onde bem entendesse, evitando assim salvar a vida do irmão num momento específico, e tornando-se rei, cometendo assim um crime sem cometer crime nenhum. O que ele não sabe, é que se ele tentar fazer isso, a ampulheta irá rachar e, opa, Armagedon, Apocalipse, Fim dos Tempos, Sex and the City, você escolhe o nome da tragédia . Logo se torna objetivo do casalzinho levar a tal adaga à um certo lugar que nem eu sei direito o que significa, mas que por algum motivo deixaria a adaga salva para todo o sempre.
A relação que estrutura o filme, do príncipe com a moça com quem ele se aventura, é divertida mas não chega a ser gratificante.O diretor, espertamente, se aproveita do mais óbvio benefício dramático que uma trama assim pode conceder: ele sai matando seus personagens um a um; o que serviu apenas para fortalecer minha convicção de que ele iria inevitavelmente levar o príncipe numa viagem temporal para antes de que qualquer coisa tivesse se tornado interessante, extirpando assim quase que por inteira a graça do que se passava na tela; olá, estou assistindo um filme que nunca aconteceu, me dê um pouco da sua pipoca, valeu. E olhem só, estou com uma coceira atrás da orelha: por quê, DIABOS, os Deuses persas dão uma porcaria de uma chave para o Apocalipse para os humanos idiotas guardarem, e ao mesmo tempo dá o lugar onde a tal chave poderia ser guardada para sempre em segurança, e ninguém nunca ligou os pontos até o momento em que a destruição se torna inevitável? Digo, vamos manter aqui a porcaria do artefato apoteótico sem experimentá-lo ou sequer dar-lhe uma utilização besta tipo evitar que o pão onde acabamos de passar manteiga caia no chão, ao invés de selá-lo em eterna proteção contra a natural vilania humana. O filme é, tudo considerado, uma besteira, uma bobagem. Ninharia. Um mimo tolo de 200 milhões de dólares.
Como todas as adaptações de video games, poderíamos passar sem.
Fica agora uma última comiseração minha: oras, se a adaga não poderia ser utilizada enquanto fincada à tal ampulheta sem proporcionar-lhe uma rachadura e desencadear assim a destruição mundial, como que no final o vilão assim faz ocorrer, e por longo tempo a mantém fixa dentro da ampulheta, até que o príncipe a retire, e ainda assim este consegue voltar longamente no passado, propósito este que estava descartado pelas próprias instruções divinas?
Ah, não enche, Príncipe da Pérsia. Não sei quanto a você, mas a minha vontade após assistir o filme era ter eu mesmo uma adaga mágica daquelas, e voltar no tempo o suficiente para evitar pagar o meu ingresso.
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